Eros e Pisiquê

eros-e-pisique

Para celebrar o Dia dos Namorados vou contar minha história favorita da Mitologia Grega: de Eros e Pisiquê. Eu ouvi essa história por um professor de História Geral no 8º ano. Já faz bastante tempos, mas me lembro bem. E claro fiquei enlouquecida quando dei de cara com essa estátua no Louvre! Linda né…

image231

Era uma vez….

Há muito tempo na Grécia um rei que tinha três filhas. Todas muito belas e na idade de casar. Porém a caçula, Psiquê, era a mais bela. Ela era tão bela que nenhum homem consegui descrever tamanha beleza. Milhares de pretendentes que chegavam ao reino, atraídos pela fama das irmãs, sentiam-se indignos diante dela e sequer ousavam pedi-la em casamento. O reino fervilhava, gente de todos os outros reinos vinham em romarias e se deixavam ficar pela cidade, apenas esperando ver a jovem princesa passar; músicas e poemas eram escritos em sua homenagem, mas Psiquê, no alto do castelo de seu pai, continuava solitária: nenhum homem podia se apaixonar por uma mulher bela como uma deusa…

Tamanha era sua fama que causou inveja na própria Afrodite! A  Deusa da Beleza ficou furiosa! Como ousava uma mortal ser mais bela do que ela própria? Então chamou seu filho Eros – o Deus do Amor (Cupido) e o mandou fazer com que Psiquê  se apaixonasse perdidamente pelo mais horrendo dos homens.

Enquanto isso, desesperado com a situação da filha mais nova, o rei havia decidido buscar os conselhos do oráculo do deus Apolo: “Vista a princesa de luto, leve-a à mais alta rocha à beira do mar. Lá, um monstro alado virá buscá-la e a transformará em sua esposa!”. Terrível profecia! Mas como os gregos não costumavam discutir os conselhos dos deuses, a bela Psiquê foi levada em cortejo pelas ruas para cumprir seu destino, em meio às lágrimas e à tristeza de todos.
Porém como o destino conspira a favor do amor, sem querer Afrodite jogou sua rival nos braços do seu próprio filho, “monstro alado”, cumprindo a profecia de Apolo! Sozinho com a imagem da jovem, Eros havia se apaixonado, irremediavelmente…

Eros resgata Psiquê acorrentada no alto do rochedo. É ele que vai tornar-se seu esposo, com uma única condição: a princesa jamais poderia ver o rosto do marido! Eros a levou para um luxuoso castelo e a cobriu de jóias e tudo mais que uma moça poderia querer. Mas ela jamais o vira. Ele a visitava durante a noite em sua cama, onde faziam amor e depois caiam em um sono profundo. Apesar de feliz com seu marido amoroso, ela ficava incomodada de não poder vê-lo.  Um dia, alimentada pelas suspeitas invejosas das irmãs, ela decide descobrir com quem estava realmente casada.

Elas escondeu uma vela debaixo da cama e quando a noite chegou junto de seu marido e ele adormeceu ela a aproximou a vela de seu rosto, o revelando! Imediatamente, apaixonou-se pelo Deus do Amor… Psiquê, aflitíssima, queria voltar atrás, fingir que nada havia acontecido, continuar sua vidinha, mas não era mais possível. A cera da vela escorreu e pingou no rosto do deus adormecido…Eros, indignado, vai embora sem ouvir as desculpas nem ligar para as lágrimas da esposa.

Para recuperar o amor e a confiança do marido, Psiquê precisa percorrer um longuíssimo caminho. Quando parte em busca do amado, Psiquê está absolutamente só… mas grávida. Mesmo assim, nem os outros deuses se atrevem a ajudá-la. Finalmente, é levada até a própria Afrodite que, como não poderia deixar de ser, uma vez que este é um legítimo conto de fadas, impõe à moça várias tarefas, para testá-la ou para destruí-la.

Seu primeiro trabalho é separar um gigantesco monte de grãos variados em pilhas organizadas. E como não podia pedir ajuda aos deuses, Psiquê chama pelas pequenas criaturas da terra e as formigas vêm em seu auxílio e cumpre a tarefa. Depois desta, Afrodite manda a nora trazer a penugem de ouro que cobria a pele de uns carneiros ferozes que vagavam pelos campos. Mais uma vez, quem salva a moça é uma criatura da terra, um junco que lhe dá bons conselhos: “seja paciente, menina, aguarde o momento certo. Quando cair a noite, os ferozes carneiros não vão parecer tão ferozes, nem tão ameaçadores para quem traz em si a semente do feminino”…e então ela cumpre a tarefa.

Para completar a terceira tarefa, Psiquê deve trazer a água da fonte que alimenta os rios infernais, no cume de um rochedo. Desta vez, quem vem ajudar a jovem é a águia de Zeus, a pedido de Eros, que começava a sentir saudades da esposa. Afrodite dá ainda à moça uma última tarefa: Psiquê deve descer até as profundezas do mundo subterrâneo e pedir o creme de beleza de Perséfone, a rainha do Hades. Quando a moça já vem vindo de volta, quase chegando, quase vitoriosa, não resiste e abre a caixinha, na esperança de passar na pele um pouquinho só do creme mágico e tornar-se mais bela… para Eros. E no mesmo instante, é envolvida pelo sono da morte!

Eros no entanto reconhece o esforço da esposa e a perdoa devolvendo o sono à caixinha. Toca a mulher com a ponta de suas asas e diz a ela para ir cumprir sua tarefa até o final, sem medo… É ele que vai ao Olimpo solicitar a benção dos deuses para o casamento. E é ele que pede a Hermes, o deus-guia, que conduza Psiquê à sua nova e eterna morada. Os deuses estão comemoram as núpcias de Psiquê e Eros com um grande banquete. Zeus oferece à jovem o néctar da imortalidade. Afrodite, a Grande-Mãe, ora terrível, ora bela, apaziguada, recebe sua nora. E juntas celebram o mistério do nascimento e do renascimento, quando Psiquê dá à luz uma menina, Volúpia… que vai ser chamada também, Deleite ou Bem-aventurança.

Gostaram?

Beijos :***

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s